Perdas!
Fazia tempo que eu não sabia mais o que era sofrer pela perda de alguém.
Perder uma pessoa que a gente deseja que esteja presente em todos os momentos da vida, seja por falecimento ou por um desentendimento, é ruim demais. A dor desencadeia um aperto forte no peito, causa falta de ar e sucumbe a um desespero imensurável. Em alguns momentos chega a ser tão insuportável que se perde o senso da realidade fazendo vaguear nas ilusões da paranóia. E quantos erros inconscientes não são cometidos por conta dessa explosão de emoções.
A dor mais forte que senti, sem sombra de dúvida, foi a da perda do meu pai. Mas esta dor irremediável que dura a vida toda é uma dor que embora machuque, o tempo acaba por acomodá-la. Penso que o fato de não saber o que ocorre do outro lado da vida me obriga a vizualizar o melhor para quem passa dessa para as "bandas de lá" e isso, de certa forma, acaba sendo confortante.
Jamais pude esperar sentir a mesma segurança que meu pai me transmitia com outra pessoa, mas isso se tornou real quando conheci você, meu querido amigo e eterno amor.
Jamais imaginei que me libertaria dos resquícios de um passado doloroso através dos toques suaves das suas mãos e do seu abraço carinhoso, da sua gentileza, da sua atenção, do seu faz de conta conquistador, do seu jeito simples que tanto me fazia rir com prazer. Jamais imaginei que seria envolvida por sua coragem de se revelar a mim como realmente é no seu íntimo.
Fui laçada por seus braços tão poucas vezes, mas poucas vezes de tempo tão infinito em meu coração que sinto o calor do teu abraço toda vez que me recordo dos nossos encontros. Nestes momentos sinto o seu cheiro, o toque da sua pele e o sabor da sua boca. Jamais poderia esquecer-me de nossa caminhada de mãos dadas pela Rodoviária do Tietê/SP ou pela Beira-Rio/SC, nem tão pouco de todas as nossas brincadeiras e brincanagens num tempo que era só nosso e de mais ninguém. Nossas conversas, ahhh nossas conversas, nossos segredos!
Como fomos amigos durante esse curto tempo em que pudemos estar juntos ainda que distantes. Que tempo bom!
Todos os momentos em que você esteve comigo presencialmente foram perfeitos e não foram sobras, foram experiências únicas perpetuadas pela "liberdade de sermos quem realmente somos", livres das máscaras sociais. Sim, amado, nestes momentos você era realmente quem sempre quis ser, não o que lhe obrigaram a ser. Este era o seu Eu Verdadeiro.
Não precisei de 14 anos para conhecê-lo, o conheci como realmente é no momento em que passamos a trocar informações sobre nós dois. Você jamais negou os seus defeitos e suas qualidades sempre estiveram a mostra. Em tão pouco tempo conhecemos um ao outro como realmente somos e por isso foi tão intenso que chegou a ser assustador. Hoje percebo que foi verdadeiro. A mentira foi apenas o manifesto da negação criada por uma situação singular, mas que espero seja logo resolvida e superada, assim como todos os sentimentos que vieram a tona e que se transformaram confusamente ao longo de todos os problemas que o nosso envolvimento causou.
O outro Eu que você escolheu manter trata-se apenas da sua sombra projetada pela imagem que criaram de você e que você aceitou por já ter todo um histórico de vida em torno dele. Sei que não estava preparado para recomeçar sendo quem realmente é, por isso tinha que fazer uma escolha: ficar com o teatro para manter a segurança e a estabilidade social, incluindo motivações como gratidão e até compaixão e amor por determinadas pessoas, ou arriscar tudo e correr o risco de ficar sem nada. Hoje eu o compreendo e lamento por tantas brigas próximo ao final que havia de ter nossa história. Sei que não foram necessárias, mas foi melhor assim, ao menos agora você pode recomeçar sua vida mais evoluído como pessoa e eu reiniciar a minha mais amadurecida.
Apesar de muito entristecida por não tê-lo mais nem mesmo como amigo, ainda estou contente e satisfeita por cada segundo compartilhado com você. O conforto dessa perda se reserva a imaginar que onde quer que você esteja, esteja realmente bem e feliz e não importa como ou com quem, apenas esteja e seja feliz, pois você está vivo e guardado para sempre no meu coração.
Não precisei de 14 anos para conhecê-lo, o conheci como realmente é no momento em que passamos a trocar informações sobre nós dois. Você jamais negou os seus defeitos e suas qualidades sempre estiveram a mostra. Em tão pouco tempo conhecemos um ao outro como realmente somos e por isso foi tão intenso que chegou a ser assustador. Hoje percebo que foi verdadeiro. A mentira foi apenas o manifesto da negação criada por uma situação singular, mas que espero seja logo resolvida e superada, assim como todos os sentimentos que vieram a tona e que se transformaram confusamente ao longo de todos os problemas que o nosso envolvimento causou.
O outro Eu que você escolheu manter trata-se apenas da sua sombra projetada pela imagem que criaram de você e que você aceitou por já ter todo um histórico de vida em torno dele. Sei que não estava preparado para recomeçar sendo quem realmente é, por isso tinha que fazer uma escolha: ficar com o teatro para manter a segurança e a estabilidade social, incluindo motivações como gratidão e até compaixão e amor por determinadas pessoas, ou arriscar tudo e correr o risco de ficar sem nada. Hoje eu o compreendo e lamento por tantas brigas próximo ao final que havia de ter nossa história. Sei que não foram necessárias, mas foi melhor assim, ao menos agora você pode recomeçar sua vida mais evoluído como pessoa e eu reiniciar a minha mais amadurecida.
Apesar de muito entristecida por não tê-lo mais nem mesmo como amigo, ainda estou contente e satisfeita por cada segundo compartilhado com você. O conforto dessa perda se reserva a imaginar que onde quer que você esteja, esteja realmente bem e feliz e não importa como ou com quem, apenas esteja e seja feliz, pois você está vivo e guardado para sempre no meu coração.
Te amei ontem, te amo hoje e te amarei por todo o sempre!
Fique bem!
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