A maioria das pessoas sempre desabafa seus anseios desesperados por alguém que as complete e que as façam felizes e relatam que só encontram parceiros que as enganam e as fazem sofrer.
Todo mundo engana quando acredita que é enganado e por isso acaba reduzindo as possibilidades de ser feliz sozinho, mas não adianta procurar nos outros a felicidade que não existe dentro de si mesmo.
É difícil superar uma desilusão, é difícil ser rejeitado, é difícil amar sem ser amado e é extremamente complicado conciliar todo esse sofrimento à necessidade de uma transformação pela busca da felicidade pessoal.
Ser feliz é uma concepção de estado de espírito, assim como também pode ser considerada uma exteriorização de uma satisfação interna. O que isso realmente quer dizer é que ser feliz tem como base principal o interior de uma pessoa, não o seu externo. Se uma pessoa está bem consigo mesma ela conseguirá se sentir bem em todas as esferas da sua vida particular e social.
A maioria não superou o Complexo de Édipo durante a infância e na fase adulta quando se depara com conflitos, especialmente os afetivos, tende a regredir em suas ações transferindo responsabilidades e agindo de forma negativa ou até mesmo com má fé contra o(a) parceiro(a).
De modo geral, raramente uma pessoa se dá conta das conseqüências dos próprios atos e nunca demonstra qualquer importância com o quanto tais ações interferem no eixo-estrutural do outro ou dos demais envolvidos. A situação se torna mais grave ainda, quando os que foram afetados decidem agir da mesma forma imatura e irracional.
O resultado será sempre uma monstruosa guerra interna contra si mesmo que, consequentemente, repercutirá numa guerra externa de pessoas contra pessoas criando uma cadeia de infelicidade coletiva que interfere diretamente na forma como se conduz a própria vida, muitas vezes se fechando para as reais possibilidades de se tornar uma pessoa feliz.
Para ser feliz, o primeiro passo é se conhecer a fim de obter condições para uma identificação consciente dos fatores que realmente proporcionam algum bem ou mal-estar para si mesmo. O segundo passo é eliminar o que é prejudicial e o terceiro é fomentar tudo aquilo que faz bem a si mesmo.
A única fase realmente complexa nesta busca pela felicidade pessoal é o momento do confronto entre as mentiras e as verdades que foram alimentadas em cada experiência vivenciada. A decepção para consigo mesmo pode se manifestar quando se perceber que essas mentiras eram verdades e as verdades eram mentiras.
Para validar o sucesso desse processo deve-se saber o quanto está disposto a admitir que estava errado a respeito de si mesmo.
Para tal o uso de um espelho é essencial. Se a imagem visualizada como reflexo for a mesma que acredita realmente lhe pertencer, então o passo a passo será extremamente fácil de ser realizado.
Para ser feliz só depende do quanto se quer ser feliz e não do quanto se espera que os outros lhe façam feliz!
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